Das coisas que sucedem sem muito notoriedade ou êxtase, ele viveu uma manhã tumultuada. Saiu mais cedo, mas perdeu o ônibus. Entre o caminho até a cabine de embarque, foi atropelado por um pássaro que despejou dejetos sobre sua roupa.
“Putz, se voltar, vou perder o ônibus”, pensou. No entanto, ele voltou. Retornou à casa para trocar a roupa. Afinal, havia saído mais cedo e ainda tinha uma chance. Dez minutos de atraso se transformaram em quinze, vinte, trinta. O ônibus não passou! Provável que já havia passado.
Perdeu a carona e uma trabalheira era ir por outros meios. Não haviam outros ônibus, carros e opções fáceis. Era uma carona certa, e agora chegaria com hora incerta. E lá estava ele, seguindo o caminho distante e sem hora para chegada.
E no meio do caminho, não havia uma pedra, e sim o ônibus quebrado, partido, destruído. Algumas mortes notórias – seu amigo! E outras vítimas chorando.
Nota: ele não perdeu o ônibus. 2021









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